Para viver Maguila, Babu treinou em celeiro de boxeadores. Filme não foi gravado por falta de verba.

Cria do Vidigal, ator encarou desafio e treinamento em local que é referência na formação de atletas. Suspensão do projeto frustrou o participante do BBB.


A paixão de Babu Santana pelo futebol e, sobretudo pelo Flamengo, todo mundo já conhece. Os amigos das antigas e também os fãs e torcedores que acompanham o Big Brother.

Dentro da casa mais vigiada do Brasil, o ator citou o clube algumas vezes e já mostrou a curiosidade sobre a permanência do atacante Gabigol - mal sabe que o camisa 9 não só ficou, mas também iniciou uma imensa campanha a seu favor.

Mas a relação com o esporte vai além do futebol. Cria das ladeiras do Vidigal, Babu tem um vínculo antigo com um projeto de esportes no local ''Instituto Todos na Luta''. Um trabalho que atende não só as crianças e moradores da comunidade, como também já ajudou na formação de atletas olímpicos. Grandes nomes já treinaram por lá.

A lista é grande e conta com Esquiva Falcão, Michel Borges e Patrick Chagas. Babu sempre apoiou o projeto. A sua amizade com o treinador e dono do projeto, Raff Giglio, se tornou uma relação de mestre e aluno em 2015. Após o sucesso na pele de Tim Maia no cinema, o ator recebeu o convite para viver Maguila num longa metragem 

Os amigos próximos contam que tudo que se compromete a fazer, Babu veste como causa de vida. Ali, não foi diferente. - A gente tá falando de um cara que também é um dos heróis, principalmente dos pretos do Brasil. É uma honra muito grande, Maguila, poder contar a sua história.

A gente não parou o projeto. O que a gente sabe é que é uma luta grande, um projeto grande, um filme de época. O roteiro está em tratamento adiantado, já temos carta de interesse da distribuidora e estamos em fase de captação. Todo mundo sabe de todas as dificuldades e mudanças no cinema brasileiro sobre captação de recursos. O projeto está ativo. É um processo longo, estamos buscando captação. O Babu ainda terá o processo de preparo dele.

Por Amanda Kestelman e Ana Hissa — Rio de Janeiro/ globoesporte