Catadora distribui 350 kits com água e sabão para moradores de rua

Inspirada pelo movimento 'Pimp My Carroça', Cacilda doa garrafas com água e sabão para dar conta de quem não tem home office, nem espaço para isolamento


Entre os serviços que não podem parar durante a quarentena para conter o avanço do coronavírus, estão os responsáveis pelo destino de quase 5 mil toneladas de lixo reaproveitável diário, produzido em São Paulo. Na cidade com o maior número de casos da doença no país, não há home office que proteja os catadores de material reciclável.

É o caso de Cacilda Souza de Almeida, conhecida como Cacau pelas ruas do bairro Jardim Guaporé, em Ourinhos (SP). Nesta semana, a catadora de 41 anos — que trabalha desde começou a trabalhar aos cinco — investiu uma quantia de R$ 70,00 para produzir e distribuir mais de 350 kits com água e sabão para os colegas de profissão e moradores de rua.

'Acham que a gente é lixo': a rede invisível de catadores que processa tudo o que é reciclado em SP . "Era tudo o que eu tinha. Comprei tudo em igredientes para fazer o sabão líquido de álcool. Aqui no posto de sáude da região não tinha nem álcool gel para as pessoas", conta Cacilda.

Como não tem condições de parar em casa, a catadora tem aproveitado as rondas diárias em busca de material reciclável para levar os kits e informação sobre o coronavírus à população mais vulnerável em sua região. 

"Entrego uma garrafinha de sabão líguido e uma garrafinha de água e explico aos moradores de rua como esse vírus é perigoso. Infelizmente as pessoas são muito desacreditadas: vi muita gente reunida no meio da rua, nas praças. Estou tentando explicar para quem não tem informação."

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Por Nayara Fernandes, do R7